Diferente do casamento civil, que possui certidão própria, a união estável muitas vezes carece de formalização imediata, tornando documentos como este essenciais para o reconhecimento de direitos.
Este documento é frequentemente solicitado por órgãos previdenciários (como o INSS), planos de saúde, clubes, seguradoras e empresas para a inclusão de companheiros como dependentes. A lógica é simples: a coabitação (morar junto) é um dos indícios mais fortes da existência de uma união estável pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituição de família. Ao assinar esta declaração, o casal atesta formalmente o endereço comum.
Além de servir como comprovante de residência para um dos cônjuges que eventualmente não tenha contas em seu nome, a declaração fortalece o conjunto probatório da união. Em processos de requerimento de pensão por morte, auxílio-reclusão ou mesmo em disputas de herança, a prova de coabitação é um elemento chave. Por isso, a veracidade das informações aqui prestadas é crucial e protegida por lei. Declarações falsas podem levar à anulação de benefícios e processos criminais por estelionato ou falsidade ideológica.
O preenchimento deste modelo exige os dados completos de ambos os companheiros e a indicação precisa do endereço onde convivem. Diferente de uma simples declaração de residência, esta tem um caráter dúplice: prova onde moram e sugere o vínculo afetivo de convivência. Embora a assinatura simples tenha validade legal (Lei 7.115/83), para fins de concessão de benefícios de alto valor ou direitos sucessórios, recomenda-se firmemente o reconhecimento de firma das assinaturas em cartório por autenticidade.
Em resumo, a Declaração de Coabitação é uma ferramenta de proteção jurídica para o casal informal. Ela facilita o dia a dia burocrático, permitindo que o companheiro(a) usufrua de direitos equiparados aos de um cônjuge casado no civil, desde que a convivência seja real e passível de comprovação por outros meios se necessário.